domingo, 27 de abril de 2008
O imprevisível na política
Sempre considerei que uma das boas atrações da disputa política é a sua imprevisibilidade. Pessoas que jamais sonharam em ocupar um cargo público, terminam encontrando o seu espaço e fazem carreira no mundo político. Chamo esse fenômeno de "ocupação do vácuo político". Já presenciei inúmeras pessoas serem picadas pela "mosca azul" nessas circunstâncias. Isso chega a ser impressionante pela sutileza com que a oportunidade surge. Só de relance, posso citar como beneficiados desse jogo político, figuras como o governador Wellington Dias, o ex-prefeito de Campo Maior, Antonio Lustosa e o senador Mão Santa, quando se candidatou ao governo pela primeira vez. Nesse debate antecipado das eleições presidenciais de 2010, li uma entrevista interessante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na qual afirma, com categoria, que a ministra Dilma não será a iluminada pelo presidente Lula para sucedê-lo. O ex-presidente aposta as fichas em um nome pouco discutido, o do atual ministro da Educação, Fernando Haddad. O tempo dirá, se outro nome não surgir, inesperadamente.
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